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O verdadeiro custo da maternidade no Brasil: mais do que números, uma reflexão


A maternidade é uma revolução para as mulheres, inclusive na vida financeira. É por isso que é necessário, além de preparo físico e psicológico, muito planejamento para conseguir receber o novo membro da família da melhor maneira possível.  



A maternidade é uma experiência transformadora, repleta de desafios e conquistas. No entanto, é também um período que exige uma série de ajustes financeiros e estruturais, especialmente no Brasil, onde as condições sociais e econômicas podem tornar essa jornada ainda mais complexa. O custo da maternidade vai muito além das despesas com o bebê, abrangendo impactos na carreira, na rotina e no bem-estar das mães.


Quando o assunto é renda e mercado de trabalho, por exemplo, com passos lentos o Brasil tem evoluído e as mães, aos poucos, ganhado mais direitos. No fim de 2022, entrou em vigor a lei 14.457, que prevê regras mais flexíveis de trabalho para as mulheres, além de medidas de apoio à volta ao trabalho após a licença-maternidade, como estabilidade, horários flexíveis, trabalho remoto, entre outros avanços. 


Pensar a longo prazo é o ideal. A educação é uma das maiores preocupações para muitas famílias, já que as mensalidades das escolas particulares no Brasil podem variar de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 ou mais, dependendo da instituição. Além disso, o custo de incluir um dependente no plano de saúde pode chegar a R$ 1.000,00 por mês, enquanto itens básicos como fraldas e leite mantêm as despesas constantes durante os primeiros anos de vida da criança.


Por outro lado, há os chamados custos indiretos, que muitas vezes não são imediatamente visíveis, mas impactam significativamente a vida financeira da família. A carreira da mãe é um dos principais aspectos afetados. Muitas mulheres interromperam suas trajetórias profissionais ou têm dificuldades para equilibrar trabalho e maternidade, o que pode resultar na perda de rendimento ou oportunidades de promoção. Além disso, o tempo dedicado às tarefas domésticas e ao cuidado dos filhos aumenta consideravelmente. Dados do IBGE mostram que as mulheres no Brasil dedicam, em média, 18 horas a mais por semana a essas atividades do que os homens.


Outro desafio é o aumento do custo de vida. A chegada de um filho pode exigir adaptações como a mudança para uma casa maior, a compra de um carro ou mesmo a reorganização do orçamento familiar. Esses fatores tornam a maternidade um projeto financeiro tão grande quanto emocional.


No contexto brasileiro, a situação é agravada pela falta de políticas públicas abrangentes. O acesso às creches é limitado, e muitas famílias precisam arcar com custos adicionais para garantir a educação infantil. A licença-maternidade, apesar de ser um direito, dura geralmente apenas 120 dias, enquanto a licença-paternidade de 5 dias perpetua a desigualdade na divisão das responsabilidades. O mercado de trabalho também não favorece as mães, que frequentemente enfrentam discriminação ou dificuldades para retomar suas carreiras após o nascimento dos filhos.


Estudos indicam que criar um filho no Brasil pode custar entre R$ 200 mil e mais de R$ 1 milhão até os 18 anos, dependendo do padrão de vida da família. Esses números reforçam a importância do planejamento financeiro para quem deseja ter filhos, além de evidenciar a necessidade de um debate mais amplo sobre o suporte que as famílias recebem.


Reconhecer os custos da maternidade é essencial para promover um ambiente mais justo e saudável, tanto para as mães quanto para as crianças. Além disso, está reflexão pode inspirar mudanças nas políticas públicas e na cultura do cuidado, evoluindo uma sociedade mais equilibrada e inclusiva. Afinal, a maternidade é uma jornada única e desafiadora, que merece ser vivida com todo o apoio possível.

 
 
 

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