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Inflação: o que é e por que ela mexe com seu carrinho de compras

Você já notou que vai ao mercado com a mesma quantia de sempre, mas volta com menos itens no carrinho? Ou que a mensalidade da escola, o aluguel e até o cafezinho aumentaram — mesmo sem grandes mudanças no seu estilo de vida? Isso tem um nome: inflação.

De forma simples, a inflação é o aumento generalizado e contínuo dos preços de produtos e serviços em uma economia. Quando ela sobe, o poder de compra do seu dinheiro cai. Em outras palavras, você passa a gastar mais para comprar as mesmas coisas. E eu tenho certeza que você já teve a percepção de que está voltando pra casa com menos sacolas de mercado e gastando a mesma coisa.


No Brasil, o principal índice que mede a inflação é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado todos os meses pelo IBGE. Ele acompanha a variação de preços de uma “cesta básica ampliada”, que inclui alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, entre outros. Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é semelhante, mas foca nas famílias com renda mais baixa — por isso, costuma mostrar de forma ainda mais clara o impacto da inflação no bolso dos trabalhadores.

Por que a inflação está alta em 2025?Neste ano, a inflação tem ficado acima da meta do Banco Central (3% com tolerância de até 4,5%), rondando entre 5% e 5,5% Entre os principais motivos estão:

  1. Alta nos preços dos alimentos, pressionados por eventos climáticos extremos — como secas e enchentes — que reduziram safras e elevaram custos de produção

  2. Desvalorização do real, que eleva o preço de importados e insumos em dólar, influenciando o custo de alimentos e energia

  3. Economia aquecida, com consumo firme, demanda por crédito e mercado de trabalho apertado, que contribuem para pressões inflacionárias


A inflação afeta diretamente a sua vida em várias frentes do dia a dia. No supermercado, por exemplo, produtos essenciais como arroz, feijão, leite e carne passam a pesar mais no orçamento quando os preços sobem continuamente. No caso do aluguel, os contratos costumam ser reajustados por índices como o IPCA ou o IGP-M, que acompanham o aumento geral dos preços, o que significa que o valor pago mensalmente tende a crescer.

Já no trabalho, quando o salário não acompanha a inflação, o poder de compra diminui — por isso se fala tanto em “reposição da inflação” durante negociações salariais. E mesmo em outras áreas do consumo, como contas de luz, transporte por aplicativo ou mensalidades, os aumentos podem ocorrer de forma mais sutil, mas não deixam de impactar o orçamento familiar.


A boa notícia é que a inflação, quando está sob controle, faz parte do funcionamento natural da economia. O problema é quando ela sobe rápido demais ou se mantém elevada, corroendo o poder de compra das famílias e trazendo insegurança para consumo e investimentos.


Por isso, entender a inflação não é só coisa de economista: é uma ferramenta importante para tomar decisões no dia a dia. Seja ao planejar uma compra, renegociar um contrato ou avaliar se o reajuste salarial acompanha mesmo o custo de vida.

 

 
 
 

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